- I don´t need you! I can finally say that, I DON´T NEED YOU, MALCOLM! I FINALLY FOUND SOMEONE THAT UNDERSTANDS ME! SOMEONE THAT WANTS ME THE WAY I AM!!
(para saber mais sobre o desafio, clique aqui ) Desvelado em exaustivas sete horas e trinta minutos, denso e arrastado, este filme deve ser uma grande experiência para assistir no cinema. Vi-o durante três ou quatro dias, no sofá de casa. Suas imagens ecoam em minha cabeça. O diretor húngaro Béla Tarr habita uma dimensão imagética muito própria, como Kubrick e Tarkovski. Menos um diretor narrativo que visionário, seus poucos e longuíssimos planos-sequência parecem usar a história adaptada do livro homônimo de László Krasznahorkai (que assina o roteiro com Tarr) como desculpa para construir um filme que grita CINEMA em letras maiúsculas. Seus planos arrojados, que “cortam” dentro da cena (a câmera se aproxima para o “close-up”, afasta-se para um plano de paisagem, roda num “dolly” em torno dos personagens, etc.), fazem extenso uso de 100 anos do vocabulário cinematográfico, sem concessões para planos-detalhe ou o esquema cansado do plano-contraplano do cinema indu...
64) “Grandes esperanças” (“Great expectations”, 1946) Dramalhão caro de época, o filme poderia ter resvalado no sentimentalismo monótono se não fosse o talento de David Lean, recém-saído do intimista “Desencanto” (“Brief encounter”, 1945). Desde a cena de abertura, com o jovem Pip correndo em contraluz no campo onde mora, até as cenas no interior de uma mansão decrépita, vê-se que a fotografia de Lean está à frente de seu tempo. A adaptação também está à altura, recontando a clássica história de Charles Dickens (refilmada em 1998 pelo oscarizado Alfonso Cuarón) do menino pobre que se apaixona pela menina rica e tem uma chance de mudar de vida. Lean conduz o enredo com elegância e paixão pelo material - não à toa, seu projeto seguinte seria adaptar outro clássico de Dickens, “Oliver Twist” (1948). 65) “A criada” (“Ah-ga-ssi”, 2016) Tal como “Império dos sentidos” (1976), o erotismo é a força motriz deste excelente título coreano, diri...
74) "A morte num beijo" ("Kiss me deadly", 1955) O detetive casca-grossa Mike Hammer (!) se vê enrolado numa trama com loiras misteriosas, assassinos de cara feia e um treco cobiçado por muitos mas que ninguém parece saber o que é. Morte, traição e suspense... parece revistinha policial de banca de revista, né? Não à toa: o roteiro de "A morte num beijo" foi adaptado de uma "pulp fiction" (as tais revistinhas) de Mickey Spillane, um mestre da narrativa barata. A narrativa "noir pé na porta" funciona aqui muito bem, com personagens unidimensionais, violentos e sem sutileza nenhuma. Diverte bastante. Ponto para Robert Aldrich, diretor que depois faria "O que aconteceu a Baby Jane?" (1962) e "Os doze condenados" (1967), dois filmes igualmente instigantes e povoados de personagens caricatos. 75) "Ser ou não ser" ("To be or not to be", 1942) Comédia clássica do grande Ernst...
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