- I don´t need you! I can finally say that, I DON´T NEED YOU, MALCOLM! I FINALLY FOUND SOMEONE THAT UNDERSTANDS ME! SOMEONE THAT WANTS ME THE WAY I AM!!
(para saber mais sobre o desafio, clique aqui ) Desvelado em exaustivas sete horas e trinta minutos, denso e arrastado, este filme deve ser uma grande experiência para assistir no cinema. Vi-o durante três ou quatro dias, no sofá de casa. Suas imagens ecoam em minha cabeça. O diretor húngaro Béla Tarr habita uma dimensão imagética muito própria, como Kubrick e Tarkovski. Menos um diretor narrativo que visionário, seus poucos e longuíssimos planos-sequência parecem usar a história adaptada do livro homônimo de László Krasznahorkai (que assina o roteiro com Tarr) como desculpa para construir um filme que grita CINEMA em letras maiúsculas. Seus planos arrojados, que “cortam” dentro da cena (a câmera se aproxima para o “close-up”, afasta-se para um plano de paisagem, roda num “dolly” em torno dos personagens, etc.), fazem extenso uso de 100 anos do vocabulário cinematográfico, sem concessões para planos-detalhe ou o esquema cansado do plano-contraplano do cinema indu...
54) “Assim caminha a humanidade” (“Giant”, 1956) Diz bem o título original: “GIGANTE!” Paixões desenfreadas se desafiam numa locomotiva de emoções! Grandes astros, grandes locações, uma grande história! Três horas e meia, quase a metade de um filme de super-herói da Marvel! Mas sério, “Assim caminha…”, com os astros Rock Hudson, Elizabeth Taylor e James Dean, é o protótipo do cinemão-épico-hollywoodiano, da estirpe de “Os dez mandamentos” (lançado no mesmo ano, aliás). Para quem gosta de filmes pequenos e artísticos, seria de torcer o nariz, certo? Arrá, errado! O filme dirigido por George Stevens surpreende, com uma história cativante, ambientada na febre do petróleo no Texas na primeira metade do século vinte, contando com bons personagens e temas instigantes como racismo e luta de classes. A direção de fotografia é primorosa, com as planícies desérticas do Texas em primeiro plano. Atenção para um jovem Dennis Hopper, em sua primeira atuação no cinema como filho do gal...
89) “Os vampiros” (“Les vampires”, 1915) Desde aquela fatídica sessão organizada pelos irmãos Lumière em 1895, o cinema se dividiu em duas grandes tendências. Com seus filmetes que reproduziam cenas banais como a chegada de um trem à estação ou a saída de operários de uma fábrica, os Lumière ressaltavam a importância do cinematógrafo na reprodução do movimento com exatidão, com interesse meramente científico. Por outro lado, outro espectador daquela sessão de cinema, o ilusionista Georges Meliès, deu outro significado à nova arte. Por meio de trucagens, Meliès se especializou em contar histórias mirabolantes, pouco se importando com o aspecto prático da nova geringonça e abraçando a faceta artística do cinema, com toda a liberdade e anarquia que a nova forma narrativa podia proporcionar. “Les vampires”, cinessérie policial em 10 episódios criada pelo prolífico Louis Feuillade (responsável pelos igualmente populares “Fantômas” e “Judex”, dois dos cerca de 500 títulos...
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