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Desafio "1001 Filmes" - no. 3 - "Esposas Ingênuas" ("Foolish Wives") (1922)

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Para mim, aquele sujeito esquisito de monóculo, cabelo raspado à militar e com jeitão de chefe de final de fase não passava de um “character actor”, destinado a fazer tipos arrogantes como em “Crepúsculo dos Deuses” (1950) e “A Grande Ilusão” (1937). Só depois soube que Erich von Stroheim (1885-1957) foi um dos mais maiores (e mais polêmicos) diretores do cinema mudo, capaz de torrar milhões de dólares em excentricidades. E só agora inventei de ver um dos filmes que dirigiu. Hoje meio esquecido, von Stroheim foi um dos rostos mais reconhecíveis da “Era de Ouro” hollywoodiana. Nascido em Viena, seu perfil e modos aristocráticos logo o tornaram um ator calcado para papéis de vilão alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Logo, porém, migrou para a cadeira de diretor: ficou conhecido por realizar produções luxuosas e excessivamente detalhistas, como o lendário “Ouro e Cobiça” (“Greed”, 1924), quando quase matou sua equipe ao filmar por semanas no deserto do Mojave. ...

Desafio "1001 Filmes" - no. 2 - "O Tango de Satã" ("Sátántangó") (1994)

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(para saber mais sobre o desafio, clique aqui ) Desvelado em exaustivas sete horas e trinta minutos, denso e arrastado, este filme deve ser uma grande experiência para assistir no cinema. Vi-o durante três ou quatro dias, no sofá de casa. Suas imagens ecoam em minha cabeça.  O diretor húngaro Béla Tarr habita uma dimensão imagética muito própria, como Kubrick e Tarkovski. Menos um diretor narrativo que visionário, seus poucos e longuíssimos planos-sequência parecem usar a história adaptada do livro homônimo de László Krasznahorkai (que assina o roteiro com Tarr) como desculpa para construir um filme que grita CINEMA em letras maiúsculas. Seus planos arrojados, que “cortam” dentro da cena (a câmera se aproxima para o “close-up”, afasta-se para um plano de paisagem, roda num “dolly” em torno dos personagens, etc.), fazem extenso uso de 100 anos do vocabulário cinematográfico, sem concessões para planos-detalhe ou o esquema cansado do plano-contraplano do cinema indu...

1001 filmes para ver... e contando!

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A lista: a primeira edição de "1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer" ("1001 Movies You Must See Before You Die", Quintessence Editions), editado por Steven Jay Schneider, foi lançada em 2003. Como o título diz, trata-se de um compêndio de 1001 obras "incontornáveis" para apreciar a arte cinematográfica mundial. A edição mais recente (a sétima) foi lançada em 2017. No total, entre títulos retirados e incluídos em edições posteriores do livro, a lista conta 1199 títulos, indo de "Viagem à lua" (1902) a "Sob a Luz do Luar" ("Moonlight", 2016). Pode ver a lista completa aqui  (em inglês). "Fala logo, Oh Dae-su, quais são seus 1001 filmes favoritos?!" Como qualquer lista, "1001 Filmes..." está repleta de lacunas. O foco - como era de se esperar de um livro dos EUA - é o cinema norte-americano em particular (567 filmes, ou seja, mais da metade dos 1001 títulos da lista de 2017 foram produzidos nos EUA) e...